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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Isto não era assim!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Casablanca

Ilsa: Play it once, Sam. For old times' sake. Sam: [lying] I don't know what you mean, Miss Ilsa. Ilsa: Play it, Sam. Play "As Time Goes By." Sam: [lying] Oh, I can't remember it, Miss Ilsa. I'm a little rusty on it. Ilsa: I'll hum it for you. Da-dy-da-dy-da-dum, da-dy-da-dee-da-dum... [Sam begins playing] Ilsa: Sing it, Sam. Sam: [singing] You must remember this / A kiss is still a kiss / A sigh is just a sigh / The fundamental things apply / As time goes by. / And when two lovers woo, / They still say, "I love you" / On that you can rely / No matter what the future brings-... Rick: [rushing up] Sam, I thought I told you never to play-... [Sees Ilsa. Sam closes the piano and rolls it away]
Ilsa: I wasn't sure you were the same. Let's see, the last time we met... Rick: Was La Belle Aurore. Ilsa: How nice, you remembered. But of course, that was the day the Germans marched into Paris. Rick: Not an easy day to forget. Ilsa: No. Rick: I remember every detail. The Germans wore gray, you wore blue.
Rick: Tell me, who was it you left me for? Was it Laszlo, or were there others in between? Or - aren't you the kind that tells?
Ilsa: Rick, I have to talk to you. Rick: [Rick is drunk] Uh-huh. I saved my first drink to have with you. Here. [passes her a drink] Ilsa: No. No, Rick, not tonight. Rick: *Especially* tonight. Ilsa: Please... [he pours a drink] Rick: Why did you have to come to Casablanca? There are other places. Ilsa: I wouldn't have come if I'd known that you were here. Believe me Rick, it's true I didn't know... Rick: It's funny about your voice, how it hasn't changed. I can still hear it. "Richard, dear, I'll go with you anyplace. We'll get on a train together and never stop - " Ilsa: Don't, Rick! I can understand how you feel. Rick: [scoffs] You understand how I feel. How long was it we had, honey? Ilsa: [on the verge of tears] I didn't count the days. Rick: Well, I did. Every one of 'em. Mostly I remember the last one. The wild finish. A guy standing on a station platform in the rain with a comical look in his face because his insides have been kicked out. Ilsa: Can I tell you a story, Rick? Rick: Has it got a wild finish? Ilsa: I don't know the finish yet. Rick: Well, go on. Tell it - maybe one will come to you as you go along. Ilsa: It's about a girl who had just come to Paris from her home in Oslo. At the house of some friends, she met a man about whom she'd heard her whole life. A very great and courageous man. He opened up for her a whole beautiful world full of knowledge and thoughts and ideals. Everything she knew or ever became was because of him. And she looked up to him and worshiped him... with a feeling she supposed was love. Rick: [bitterly] Yes, it's very pretty. I heard a story once - as a matter of fact, I've heard a lot of stories in my time. They went along with the sound of a tinny piano playing in the parlor downstairs. "Mister, I met a man once when I was a kid," it always began. [laughs] Rick: Well, I guess neither one of our stories is very funny. Tell me, who was it you left me for? Was it Lazlo, or were there others in between or... aren't you the kind that tells? [Ilsa tearfully and silently leaves. Rick's face falls in his hands sadly, knowing that he's said all the wrong things]
quinta-feira, 18 de junho de 2009
OS EXTRATERRESTRES EXISTEM... MAS TÊM MEDO DE NÓS!

quinta-feira, 7 de maio de 2009
La Jeunesse du Monde

quarta-feira, 22 de abril de 2009
A lição d’Os Músicos de Bremen

A fabulosa obra dos alemães irmãos Grimm vai subir novamente ao palco do Auditório Municipal, num remake extraordinário d’A Jangada. Concebida no século XIX, Os Músicos de Bremen é uma peça com uma lição de vida para os nossos tempos. É uma bofetada de luva branca para aqueles que escorraçam os debilitados e os incapazes, e desprezam os indefesos e os idosos, remetendo entes queridos e vidas fatigadas para o esquecimento e para degredo.
Pequenos e graúdos apreciam esta encenação fabulada com a mesma intensidade e atenção. De facto, Os Músicos de Bremen na versão d’A Jangada é uma peça perfeita para a família, que é uma instituição cada vez mais enfraquecida pelas ânsias da ganância e pelas ganas do egoísmo.
Da encenação à cenografia e figurinos, passando pelo desenho de luz e pela produção, rasgados elogios podiam aqui ser lavrados acerca desta peça de teatro musical. Vou-me ficar pela abordagem à performance do quarteto de actores: Alberto Fernandes (o cão) transpira versatilidade e merece os parabéns pela magistral orquestração (a sequência de percussão com que a peça encerra é magistral); os consagrados Luiz Oliveira (o gato) e Patrícia Ferreira (o galo) são assombrosos; e por fim, o neófito Vítor Fernandes (o burro) é primoroso no seu papel e para ele se augura já uma carreira notável nas artes do palco.
Zé do Telhado, o Repartidor Público
CAMBATXILONDA, A ÚLTIMA MORADA
Para toda a Família 3485, em especial para o 2.º Grupo de Combate, com um agradecimento ao camarada e amigo Carlos Alberto Santos (médico), pelo empenho dedicado à Família 3485 (sem o seu empenho, nunca poderia ter o prazer de vos legar estas pobres palavras). À memória do Vinhas (enfermeiro), meu camarada de grupo e de caserna, há muito que partiu para a viagem sem regresso (onde estiveres, recebe o meu abraço).
Se algum dia eu te esquecer cambatxilonda
Que o castigo seja ver-te novamente
Nem que seja com um simples olhar
À distância de uma vida!...
E se por ventura ao lerem estas pequenas memórias
Sentirem no mais íntimo de vós algo de novo
Não tenhais medo de seguir o coração!...
Mesmo que ele vos leve pelo caminho das lágrimas!...
Foi num dia de sol do mês de Julho de 1973, que nos embrenhamos na picada que leva ao Cacolo e entre o Nandonge e a baixa do Cuilo, paramos para assentar arraiais na Nova Cambatxilonda, erigida no planalto que se eleva desde a linha de água (com fama de jacarés), e a parte sul da velha aldeia.
Feito o reconhecimento, e depois de dar as boas vindas à entidade oficial local, Soba-Mutambuleno, começaram os preparativos para instalar o segundo grupo de combate, filho de uma família fraterna e temerária, a quem um dia alguém ousou dizer: “ELES DIRÃO DE NÓS!” e disseram sem dúvida no fim da nossa missão, que foi nesta sanzala e noutras onde estiveram outros filhos da mesma família, que todos com espírito de sacrifício e empenho, souberam honrar a sigla que carregaram nos mais belos anos da sua juventude, e que por isso marcaram a diferença.
Mas, desviando-me desse trilho mais sentimental, direcciono as minhas memórias para a parte mais técnica, que consiste na montagem do acampamento.
Assim, feito o levantamento topográfico pelo grupo de comando, começamos a construção do edifício (caserna) que nos havia de albergar por alguns meses. O projecto desenvolvia-se em U, e a sua estrutura assentava em finos toros de madeira (matéria-prima que tínhamos à mão com abundância).
O alçado principal destinava-se ao maior número de pessoas, melhor dizendo “caserna”. O alçado lateral direito, visto do Torreão da água era a mansão dos graduados alferes e furriéis milicianos, e o alçado lateral esquerdo, visto do mesmo ângulo, era o posto de rádio, a enfermaria, e o repouso desses dois operadores. De referir que as paredes a tardoz de todos os alçados, compostas por paus, lianas e capim enlaçado, desenvolviam-se em empena cega (não existiam quaisquer tipos de vãos) por uma questão de segurança.
Mais tarde haveríamos de mudar de instalações para uma casa já construída no local e com projecto arrojado para aquela localidade. Tratava-se de um edifício, que segundo os rumores da época, seria para albergar a O.P.V.D.C.A.
O outro edifício existente e do mesmo naipe de construção, era a enfermaria que dava apoio à população local e à população do Nandonge.
Ora, acabado de vos mostrar o projecto fiel do local e já com as telas finais à vista, parto para o tema fulcral que nos levou ao Cambatxilonda: A PSICO.
Assim, as linhas orientadoras para esta missão, partiam, obviamente do topo da hierarquia do grupo, Alferes António Boavida (com a sua postura altiva e que de vez em quando mostrava o seu sentido de humor ao chamar ao Lopes de Terras do Bouro – o Bixarro), coadjuvado pelos dedicados seguidores Furriel Gonçalves, (moreno, sotaque algarvio e aquele jeito desajeitado que punha no andar e no correr), o Furriel Ferreirinha, (sotaque alfacinha, brincalhão e sempre com um ar de gingão) e o Furriel Oliveira, (pele clara, que carregava uma manta de cabelo ao peito e que esperava sempre com uma paciência paternal, para ser o último a usar o chuveiro e que era da terra do Rafael Bordalo Pinheiro). Era sem dúvida uma equipa de comando de excelência. Convosco aprendi a crescer.
Ora, formado o grupo para receber instruções e as distribuições de tarefas, ficou assim ordenado: o Silva, o Meirinhos e o Brás ficavam responsáveis pelas equipas que iriam chapear as palhotas da nova sanzala e outras tarefas afins. O Vinhas ficava com a tarefa de curar as maleitas, o Esteves, além de fazer o SITREP diário na área das transmissões, ficava com o pelouro do ensino e o Costa, atarracado e sempre de mal com o mundo, seria o cozinheiro, mais tarde substituído pelo cabo Brás.
Vivíamos os dias intensamente e com o fervor de quem tem vinte anos.
A escola absorvia-me boa parte do meu dia, mas ainda sobrava tempo para de vez em quando procurar refúgio para baixar a tensão numa pequena palhota (três passos ao quadrado), desgarrada e cravada na franja do talude que dava para Cambatxilonda antiga. Aí esperava-me o remédio para a hipertensão: mulher de cerca de trinta anos de idade, alta, magra, peitos já tombados pela idade e com o rosto que denotava tristeza. Ao lusco-fusco era a hora por mim marcada para o encontro e ao sentir-me por perto, a pobre mulher arrotava duas a três vezes e ao entrar na porta meia aberta, murmurava sempre as mesmas palavras “Chindelo Canapemexinge”. Depois, depois era África em todo o seu esplendor.
E se mais Leste houvesse mais se conquistava.
Ao desenterrar no Planalto do passado as minhas memórias, isto que hoje vos dou é uma simples amostra dos meus passos nessas paragens.
Preparai-vos. E como dizia o mestre das palavras Luís Vaz de Camões, numa das suas canções: “A Água do Mar em tão pequeno vaso”. Nem eu delicadezas vou contando com o gosto do louvor mas explicando puras verdade já por mim passadas. Um abraço do camarada – amigo e sempre leal, Manuel Esteves.
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