http://www.youtube.com/watch?v=86Eb4MRv7wA&feature=related
Voices, a thousand, thousand voicesWhispering, the time has passed for choicesGolden days are passing over, yeahI can't seem to see you babyAlthough my eyes are open wideBut I know I'll see you once moreWhen I see you, I'll see you on the other sideYes, I'll see you, I'll see you on the other sideLeaving, I hate to see you cryGrieving, I hate to say goodbyeDust and ash forever, yeahThough I know we must be partedAs sure as stars are in the skyI'm gonna see YOU when it comes to gloryAnd I'll see you, I'll see you on the other sideYes I'll see you, I'll see you on the other sideNever thought I'd feel like thisStrange to be alone, yeahBut we'll be togetherCarved in stone, carved in stone, carved in stoneHold me, hold me tight, I'm fallingFar away. Distant voices callingI'm so cold. I need you darling, yeahI was down, but now I'm flyingStraight across the great divideI know you're crying, but I'll stop you cryingWhen I see you, I see you on the other sideYes. I'll see you. See you on the othe(r) sideI'm gonna see you. See you on the other sideGod knows I'll see you, see you on the other side, yeahI'll see you. See you on the other sideI'm gonna see you. See you on the other sideGod knows I'll see you, see you on the other side, yeahI wanna see you, yeah, yeah, yeah, see you on the other sideGod knows I'll see you, see you on the other side, yeahI'm gonna see you. See you on the other side...
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
BANDEIRA FOREVER
terça-feira, 13 de julho de 2010
Sombras no Jardim do Meu Sossego
Num vilar da comarca de Louzada tem morada a angústia. Passaram duas semanas desde o embarque do Corpo Expedicionário Português para a campanha de guerra que afligia a Europa. Nesse dia, o décimo-sétimo de Janeiro de 1917, Dália Maria de Barros Aristides Bacelar conservou na mão, de manhã à noite, o lenço com que acenou ao seu amado, Carlos Afonso Albuquerque de Riba Sousa, quando o comboio abalava da estação de Novelas sob uma linda aurora. Adormeceu com o lenço encharcado.
Da estação do telégrafo, na Vila de Louzada, arribam às mãos da donzela do Solar das Camélias curtas mas tormentosas notícias sobre os acontecimentos bélicos em França. A pior diz que os alemães usam de gases letais contra os Aliados.
Dália, que está noiva de Carlos, ressente-se da ausência deste, não só por amor mas assaz pela razão. Ipso factu, Carlos é um jovem de espírito tenaz, mas de tez franzina e corpo tísico.
Este herdeiro da Casa de Riba Sousa terminou o curso de medicina com distinção, em Coimbra, no início do verão de 1916. Era a primeira de duas aspirações que o apaixonavam.
Desde a Primavera que Carlos e Dália noivaram. O enlace estava arregimentado para finais do verão e o seu anúncio para o início deste. Mas eis que a comunicação não se fez.
Oito dias após a festa da licenciatura, Carlos foi acometido pelo mal pneumónico. Hordas de gente eram dizimadas pelo terrífico tifo enzimático. Contra todos os diagnósticos da medicina e prognósticos do mau agoiro, Carlos escapou ao cabo de três penosas semanas. Para gáudio geral e mais ainda dos jovens nubentes, iam casar. Finalmente.
Eis que não. Vinda do Ministério da Guerra e do Ultramar uma missiva convocou sine qua non Carlos de Riba Sousa para o tirocínio militar a fim de embarcar para a guerra.
SUAVIZANTES CAMÉLIAS
Nem só Dália padece de saudades extremas e dilacerantes. Mais arriba, distando milha e meia do Solar das Camélias, reside o fidalgo senhor de quase todo o lugar. O Visconde de Riba Sousa. Teme pelas debilidades do filho. Depois de ter tentado livrar o jovem por meios vários, incluindo idas infrutíferas à capital, rendeu-se. Não era crível que um monárquico e acérrimo contestatário da adesão de Portugal à guerra levasse avante a dispensa do filho. Entre ir ou fugir, Carlos escolheu a honra. O Visconde não resistiu à comoção e sucumbiu num colapso que lhe retirou a fala e o andar.
Decorria a Primavera de 1916. O esplendor de Louzada reflecte-se nas flores que brotam nas ravinas e nos prados e despontam nos canteiros e nos jardins.
É no jardim do senhorial Solar das Camélias que Dália, vistosa mas frágil, procura alento e recobro para a sua mágoa. Inebriada pela dócil luz primaveril, a jovem deambula pelo jardim com o vagar de quem parece quedar-se ali e sempre. Quando chove recolhe-se ao piano, tocando com mestria trechos de Chopin, de Bach e, vezes sem conta, o seu favorito “Fur Elise”, de Beethoven, que a abstrai do mundo de forma tal que nada e ninguém a despertam dessa deriva arrebatadora.
Carlos escreve a Dália sempre que está de licença. Dez dias de folga por mês permitem-lhe viajar da Flandres até à fronteira com Espanha, donde o correio abala para Portugal.
Cada carta é um novo alento, uma dose de fôlego para Dália. O ritual da abertura das primeiras cartas acontece no jardim, o seu recanto balsâmico que suaviza a dor, onde a ansiedade inquieta e sôfrega se rende à paz de espírito que se expande em Dália sob as camélias em flor. As benevolentes notícias de Carlos não condizem com a gravidade propalada pela imprensa. Não ignora nem menospreza, mas não lhe interessa a versão oficial, aceita a mentira de Carlos.
Dália abraça as cartas e os postais como se apertasse nos seus braços o seu amado. Tão amarrotadas ficam folhas e envelope que depois de ler e reler, de beijar e acariciar, alisa lenta e delicadamente o papel… Posto tudo direito e devidamente fechado no envelope, encosta-o ora no seu peito, ora no rosto. Quase em estado de transe, com um ténue sorriso nos lábios, Dália fica-se imóvel, desfrutando do sol numa face e na outra o pedaço do seu noivo feito carta…
A leitura apazigua o seu espírito. Depois do meio-dia o seu porto está na sombra das camélias. Lê jornais. O “Vida Nova”, da vizinha Senhora Aparecida, ou o “Jornal de Louzada”, de um grande amigo da família, costumam estar no banco do jardim. Junto destes é usual a companhia das obras de Eça de Queirós e Júlio Dinis. Os românticos liberais são os seus autores favoritos, cujos romances a levitam para longe. Nem mesmo uns inoportunos e inesperados pingos de chuva a despertam facilmente do encantamento que nela provocava a enésima leitura d’ “Os Maias”.
Certa ocasião, lendo debaixo da centenária camélia branca, os pingantes transformaram-se numa copiosa chuva. A criada Adelaide bradou da janela: “Ó menina, está a chover!” Dália levantou a dócil face, constatando que se molhava abundantemente. Um único gesto rápido ela tomou; recolheu no regaço o volume queirosiano superiormente encadernado pela Lello & Irmão, do Porto e que Carlos lhe oferecera no Natal. Posto isso, lentamente, com um sorriso de quem se sente apanhada pela tempestade mas feliz por nem isso lhe retirar o prazer inebriante daquela leitura. E andando se dirigiu para a casa, de nada valendo a insistência de Adelaide, que não parava de gritar “Corra, menina!”.
PRESSÁGIOS
Numa escaldante tarde apaziguada pela sombra das camélias, Dália perscrutou ao longe um ruído de automóveis. Uma raridade ali. Num raio de muitas milhas só o Visconde tinha tal engenho. O som aproxima-se numa cadência constante. O seu coração batia aceleradamente. Num ápice abeirou-se do portão indagando.
Eram dois veículos. O da frente claramente militar e o de trás era estranho. Estancaram adiante no largo fronteiro ao Solar de Riba Sousa. Então era nítido que o segundo veículo era da Cruz Vermelha.
Quatro oficiais do exército apearam-se do primeiro carro e dirigiram-se para as traseiras da ambulância.
Dália correu desenfreadamente pelo caminho de terra batida que ligava à casa dos Bacelares. Durante a correria gritou o nome que desde 17 de Janeiro não mais pronunciara.
O Tenente Carlos de Riba Sousa falecera em combate. A notícia, há muito temida e agora irreversível, caiu nos corações daquele lugar e das terras circundantes com estrondo. A dor estridente de Dália propagou-se em eco pelas vinhas e pinhais, prados e carvalhais.
Ao cabo de dias de um choro lancinante, fez-se um silêncio sepulcral. Dália Bacelar fechou-se em si. “Uma certa demência, certamente”, alvitrava o médico, Dr. Rodrigo de Vasconcelos, “ou talvez um encerramento da fé”, sugeria o pároco Reverendo Manuel Assis.
Após as exéquias, Dália eclipsou-se. Confinada ao seu quarto, só Adelaide, a aia, lá entrava. Parecia optar por desistir, para sempre se enclausurando. Mas eis que, quando a quiseram internar em Travanca, insurgiu-se e rebelou-se na sua rebeldia que não se lhe via desde a adolescência. Parecia ter sido o tónico que faltava para fazer a jovem despertar da dormência a que se votara. De facto, desde a extinção de Carlos de Riba Sousa que nenhuma palavra lhe era ouvida.
Debalde tais esperanças da família e da crente Adelaide, a donzela prosseguiu refugiando-se em si mesma. E assim foi definhando, até uma gélida manhã primaveril.
MORRER DE AMOR
A noiva-viúva da Casa dos Bacelares extinguiu-se a si mesma, na ânsia de ir ter com o seu amado noutras paragens, que ali não o encontrava e sem ele não vivia.
Vestida de noiva dirige-se à capela da casa, rogando clemência à Nossa Senhora da Boa Viagem, para lhe perdoar o último acto.
Minutos depois Dália é encontrada afogada no lago fronteiro à casa. A aia de Dália foi quem deu com o corpo gélido, quando a sua atenção foi chamada para um bando de pombas brancas pousado nas bordas do lago. Ainda não se abeirava do sítio e já o bando levantara num voo.
Formando um círculo quase perfeito o bando branco ergueu-se em direcção ao firmamento. Nunca antes foram vistas aquelas pombas na propriedade, nem jamais a criada as vislumbrou.
Até falecer, aos 92 anos de idade, Adelaide relatou com uma notável lucidez o sofrido e apaixonado fadário da noiva-viúva, aos turistas do Solar das Camélias. FIM
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Isto não era assim!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Casablanca

Ilsa: Play it once, Sam. For old times' sake. Sam: [lying] I don't know what you mean, Miss Ilsa. Ilsa: Play it, Sam. Play "As Time Goes By." Sam: [lying] Oh, I can't remember it, Miss Ilsa. I'm a little rusty on it. Ilsa: I'll hum it for you. Da-dy-da-dy-da-dum, da-dy-da-dee-da-dum... [Sam begins playing] Ilsa: Sing it, Sam. Sam: [singing] You must remember this / A kiss is still a kiss / A sigh is just a sigh / The fundamental things apply / As time goes by. / And when two lovers woo, / They still say, "I love you" / On that you can rely / No matter what the future brings-... Rick: [rushing up] Sam, I thought I told you never to play-... [Sees Ilsa. Sam closes the piano and rolls it away]
Ilsa: I wasn't sure you were the same. Let's see, the last time we met... Rick: Was La Belle Aurore. Ilsa: How nice, you remembered. But of course, that was the day the Germans marched into Paris. Rick: Not an easy day to forget. Ilsa: No. Rick: I remember every detail. The Germans wore gray, you wore blue.
Rick: Tell me, who was it you left me for? Was it Laszlo, or were there others in between? Or - aren't you the kind that tells?
Ilsa: Rick, I have to talk to you. Rick: [Rick is drunk] Uh-huh. I saved my first drink to have with you. Here. [passes her a drink] Ilsa: No. No, Rick, not tonight. Rick: *Especially* tonight. Ilsa: Please... [he pours a drink] Rick: Why did you have to come to Casablanca? There are other places. Ilsa: I wouldn't have come if I'd known that you were here. Believe me Rick, it's true I didn't know... Rick: It's funny about your voice, how it hasn't changed. I can still hear it. "Richard, dear, I'll go with you anyplace. We'll get on a train together and never stop - " Ilsa: Don't, Rick! I can understand how you feel. Rick: [scoffs] You understand how I feel. How long was it we had, honey? Ilsa: [on the verge of tears] I didn't count the days. Rick: Well, I did. Every one of 'em. Mostly I remember the last one. The wild finish. A guy standing on a station platform in the rain with a comical look in his face because his insides have been kicked out. Ilsa: Can I tell you a story, Rick? Rick: Has it got a wild finish? Ilsa: I don't know the finish yet. Rick: Well, go on. Tell it - maybe one will come to you as you go along. Ilsa: It's about a girl who had just come to Paris from her home in Oslo. At the house of some friends, she met a man about whom she'd heard her whole life. A very great and courageous man. He opened up for her a whole beautiful world full of knowledge and thoughts and ideals. Everything she knew or ever became was because of him. And she looked up to him and worshiped him... with a feeling she supposed was love. Rick: [bitterly] Yes, it's very pretty. I heard a story once - as a matter of fact, I've heard a lot of stories in my time. They went along with the sound of a tinny piano playing in the parlor downstairs. "Mister, I met a man once when I was a kid," it always began. [laughs] Rick: Well, I guess neither one of our stories is very funny. Tell me, who was it you left me for? Was it Lazlo, or were there others in between or... aren't you the kind that tells? [Ilsa tearfully and silently leaves. Rick's face falls in his hands sadly, knowing that he's said all the wrong things]
quinta-feira, 18 de junho de 2009
OS EXTRATERRESTRES EXISTEM... MAS TÊM MEDO DE NÓS!

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um programa de radio com Juan Jose Mora http://www.culturasierranorte.org/radio_nueva_ventana.asp?id=395 Contenido: En el que nuestros esfor...
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Hoje o dia acordou envolto numa neblina misteriosa que intrigou os pássaros e outras criaturas desta primavera; se eu lhe sorrir vai ser um ...
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já deves saber que a Nina foi ao casting e ficou em último. Chorou como uma desalmada, coitada derreteu-se-me o coração antes de lhe poder a...

